O mito da desacoplagem: economias emergentes se chocam contra um muro

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O mito da desacoplagem: economias emergentes se chocam contra um muro

Mensagem por Mauro Nunes em Dom Jul 17, 2016 10:09 am

"...Muitas economias emergentes importantes, na verdade, tornam-se dependentes deste dinheiro barato para continuar. Com a Reserva Federal dos EUA anunciando que está planejando “afunilar” o programa de flexibilidade quantitativa – isto é, reduzir gradualmente o tamanho de suas compras – essas economias emergentes, da Tailândia à Turquia, estão enfrentando uma crise.
O resultado desta vaga de investimento foi um enorme acúmulo de contradições na economia chinesa: um excesso de construção civil levou a cidades fantasmas vazias ao lado de cidades superlotadas; a expansão da indústria exacerbou vastamente o excesso de capacidade em setores-chave, levando à oferta excessiva de certas mercadorias e ao colapso nos preços; e a acumulação da dívida, junto à desaceleração da economia, resultou em inadimplências e, dessa forma, ao congelamento dos empréstimos futuros. Como relata um recente artigo em The New York Times
com tantos excessos de produção já existentes em uma escala tão grande em toda a China, na Ásia e no restante do mundo, por que alguém iria investir em nova produção? Com um vasto excesso de capacidade em nível global e abundantes matérias-primas se acumulando, que já não podem mais ser vendidas, por que todos os negócios – na Ásia ou em outros lugares – iriam investir em nova indústria? Em vez disso, portanto, vemos tantas empresas acumulando dinheiro – isto é, simplesmente se sentando em cima de pilhas de dinheiro ocioso – ou optando por investir seu dinheiro em atividades especulativas....
reduzir o déficit e liberalizar a economia. A realidade concreta de tal “solução”, contudo, seria devastadora
A solução que The Economist – um porta-voz de confiança da classe capitalista – propõe, com receita de bolo é reduzir o déficit e liberalizar a economia , o que seria devastador: redução dos subsídios aos combustíveis, dos quais os mais pobres na sociedade são dependentes na culinária e nos transportes; inflação, com o aumento dos preços dos bens de primeira necessidade; e privatização, com o desemprego afetando todos."
De 2008 para cá vemos a CRISE DO CAPITALIMO profundando cada vez mais, E A BURGUEIA? TEM ENORME DIFICULDADE EM DAR REPOSTA PARA QUALQUER POSSÍVEL SAÍDA..."
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