Sobre Lenin

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Sobre Lenin

Mensagem por Mauro Nunes em Dom Jul 10, 2016 7:03 pm

Teses de Abril

Lênin confiava nas massas e na possibilidade de que a tomada do poder na Rússia ergueria o proletariado europeu contra o imperialismo:
"Escrevo, anuncio e elaboradamente digo: “Devido à indubitável boa fé de grandes setores de defensistas
revolucionários, que vêem a guerra apenas como uma necessidade e não com o fim de conquistas, e por eles
estarem sendo ludibriados pela burguesia, é necessário explicar minuciosamente, pacientemente e
perseverantemente seu erro...”
Naquele momento o governo mantinha a guerra imperialista com a desculpa da “defesa da revolução”,
tese que mesmo os dirigentes bolcheviques não confrontaram. Lênin demonstrou que a tarefa dos bolcheviques era derrubar esse novo governo imperialista. Consciente de que não tinham ainda a maioria, evocou a necessidade de um trabalho de propaganda, onde explicassem pacientemente o caráter do novo governo e seus os interesses na manutenção da guerra:
“Nós não queremos que as massas nos acreditem cegamente. (...) queremos que as massas se libertem pela experiência dos seus erros.”



Link 1 - http://pcb.org.br/portal/docs/astesesdeabril.pdf

Link 2 - http://www.marxismo.org.br/content/95-anos-da-revolucao-russa-teses-de-abril



Última edição por Mauro Nunes em Sab Jul 16, 2016 5:58 pm, editado 5 vez(es)
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Imperialismo, fase suprema do capitalismo - Lenin

Mensagem por Mauro Nunes em Ter Jul 12, 2016 7:32 am

A brochura que apresentamos ao leitor foi escrita por mim em Zurique durante a Primavera de 1916. Dadas as condições em que ali tinha de trabalhar, deparei naturalmente com certa insuficiência de materiais franceses e ingleses e com uma grande carência de materiais russos. Contudo, utilizei a obra inglesa mais importante sobre o imperialismo, o livro de J. A. Hobson, corri a atenção que em meu entender merece.
A brochura foi escrita tendo em conta a censura tzarista. Por isso, não só me vi forçado a limitar-me estritamente a uma análise exclusivamente teórica - sobretudo econômica - como também tive de formular as indispensáveis e pouco numerosas observações políticas com a maior prudência, servindo-me de alusões, na língua de Esopo, nessa maldita língua que o tzarismo obrigava todos os revolucionários a utilizar quando pegavam na pena para escrever alguma coisa destinada a publicações de tipo "legal.
É doloroso reler agora, nos dias de liberdade, as passagens da brochura mutiladas,
comprimidas, apertadas num torno de ferro, com receio da censura tzarista. Para dizer que o imperialismo é a véspera da revolução socialista, que o social-chauvinismo (socialismo de palavra e chauvinismo de fato) é uma completa traição ao socialismo, a completa passagem para o lado da burguesia, que essa cisão do movimento operário está relacionada com as condições objetivas do imperialismo...


http://www.marxismo.org.br/biblioteca/imperialismo-fase-suprema-do-capitalismo-lenin

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Re: Sobre Lenin

Mensagem por Mauro Nunes em Sab Jul 16, 2016 5:59 pm

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Lenin e a burocratização do Estado soviético

Mensagem por Mauro Nunes em Sab Jul 16, 2016 6:01 pm

Leon Trotski é amplamente conhecido como um ferrenho adversário e um importante analista do processo de burocratização da União Soviética. Menos conhecida, entretanto (principalmente fora dos círculos trotskistas), é a luta travada por Lenin em seus últimos anos de vida contra os primeiros indícios desse processo. Esse desconhecimento é tanto fruto de décadas de falsificação stalinista, que conscientemente escondeu tal fato, quanto de certa produção historiográfica a qual interessava, por suas próprias razões pró-capitalistas, reafirmar o discurso de que havia uma continuidade ininterrupta entre Bolchevismo e Stalinismo.

http://www.scielo.br/pdf/ln/n15/a05n15.pdf
http://blogconvergencia.org/?p=2381

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Re: Sobre Lenin

Mensagem por Mauro Nunes em Dom Jul 17, 2016 6:08 pm

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O que fazer ?

Mensagem por Mauro Nunes em Ter Jul 19, 2016 5:15 pm

De acordo com a intenção original do autor, este trabalho que apresentamos ao leitor devia ser dedicado ao desenvolvimento detalhado das ideias expostas no artigo "Por Onde Começar?" (Iskra, n.o 4, maio de 1901). Antes de tudo, devemos desculpar-nos perante o leitor pelo atraso verificado no cumprimento da promessa feita nesse artigo (e repetida em resposta a numerosas perguntas e cartas particulares). Uma das razões desse atraso foi a tentativa de unificação de todas as organizações sociais-democratas no estrangeiro, empreendida em junho do ano passado (1901). Seria natural que se aguardasse os resultados dessa tentativa, pois,se tivesse êxito, talvez fosse preciso expor sob um ângulo um pouco diferente os pontos de vista do Iskra em matéria de organização; em todo o caso, o êxito de tal tentativa teria permitido pôr termo, de modo bastante rápido, à existência de duas tendências na social-democracia russa. Como o leitor não ignora essa tentativa fracassou e, como procuraremos demonstrar mais adiante, não poderia ter outro fim após a mudança inesperada do Rabótcheie Dielo, em seu número 10, em direção ao "economismo". Tornou-se absolutamente necessário empreender uma luta decisiva contra esta tendência vaga e pouco determinada, porém tanto mais persistente e susceptível de renascer sob as mais variadas formas. Desse modo, o plano inicial deste trabalho foi modificado e consideravelmente ampliado. O tema principal deveria abranger as três questões propostas no artigo "Por Onde Começar?", ou seja: o carácter e o conteúdo essencial de nossa agitação política; nossas tarefas de organização, o plano para a construção de uma organização de combate para toda a Rússia dirigido simultaneamente para diversos fins. Desde há muito tais problemas vêm interessando ao autor, que já procurou abordá-los na Rabótchaia Gazeta, em uma das tentativas malogradas de se renovar essa publicação (ver cap. V). Contudo, minha intenção inicial de me limitar, neste trabalho, somente à análise dessas três questões e de expor meus pontos de vista, sempre que possível, de forma positiva evitando recorrer à polémica, tornou-se completamente impraticável por duas razões. Por um lado, o "economismo" revelou-se muito mais forte do que os supúnhamos (empregamos o termo "economismo" em sentido amplo, como foi explicado no artigo do, Iskra, n.o. 12, dezembro de 1901: "Uma Conversa com os Defensores do Economismo", artigo que traça por assim dizer, o esboço do trabalho que apresentamos ao leitor). Hoje é inegável que as diferentes opiniões a respeito desses três problemas explicam-se muito mais pela oposição radical das duas tendências na social-democracia russa, do que pelas divergências quanto a detalhes. Por outro lado, a perplexidade suscitada entre os "economistas" pela exposição metódica de nossos pontos de vista no Iskra evidenciou que, frequentemente, falamos línguas literalmente diferentes: que, por conseguinte, não podemos chegar a qualquer acordo se não começarmos de novo; que é necessário tentar. Uma explicação metódica tão popular quanto possível, ilustrada com exemplos concretos muito numerosos, com todos os "economistas", sobre todos os pontos capitais de nossas divergências. E resolvi tentar tal "explicação", compreendendo perfeitamente que ela aumentaria consideravelmente as dimensões deste trabalho e retardaria seu aparecimento, mas não encontrei outro meio de cumprir a promessa feita no artigo "Por Onde Começar?". As desculpas por esse atraso é necessário acrescentar outras quanto à extrema insuficiência da forma literária deste trabalho: tive de trabalhar com a maior das pressas e, ademais, foi interrompido frequentemente por toda a sorte de outros trabalhos. A análise das três questões indicadas anteriormente continua a ser o objeto deste trabalho, mas tive de começar por duas outras questões de ordem mais geral: por que uma palavra de ordem tão "inofensiva" e "natural" como "liberdade de crítica" constitui para nós um verdadeiro grito de guerra? Por que, não podemos chegar a um acordo nem sequer sobre a questão fundamental do papel da social-democracia, em relação ao movimento espontâneo das massas? Além disso, a exposição dos meus pontos de vista sobre o carácter e o conteúdo da agitação política visa a explicar a diferença entre a política sindical e a política social-democrata, e a exposição dos meus pontos de vista sobre as tarefas de organização visa a explicar a diferença entre os métodos artesanais de trabalho, que satisfazemos "economistas", e a organização dos revolucionários que consideramos indispensável. Em seguida, insisto mais uma vez sobre o "plano" de um jornal político para toda a Rússia, pois as objecções que têm sido feitas a esse respeito são inconsistentes e não respondem à natureza da questão proposta no artigo "Por Onde Começar?": como poderemos empreender, simultaneamente e por todos os lados, a formação da organização de que necessitamos? Enfim, na última parte do trabalho espero demonstrar que fizemos tudo o que dependia de nós para evitar a ruptura definitiva com os "economistas", ruptura que, entretanto, tornou-se inevitável; que o Robótcheie Dielo adquiriu uma importância especial, "histórica", se quiserem, porque exprimiu da maneira mais completa e com maior relevo, não o "economismo" consequente,. Mas a dispersão e as incertezas que constituíram o traço peculiar de todo um período da história da social-democracia russa; que, por conseguinte, apesar de parecer bastante desenvolvida à primeira vista, a polémica com o Rabótcheie Dielo tem sua razão de ser, pois não podemos seguir adiante sem liquidar definitivamente esse período.

Fevereiro de 1902.

I. Lenine


http://lelivros.xyz/book/baixar-livro-que-fazer-vladimir-lenin-em-epub-mobi-e-pdf/


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Lenin em vida

Mensagem por Mauro Nunes em Qua Jul 20, 2016 7:25 am


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Sobre Kerensky e Kornilov

Mensagem por Mauro Nunes em Sex Jul 22, 2016 10:14 pm

Ao Comitê Central do POSDR

Escrito em 30 de agosto (12 de setembro) de 1917.
Publicado pela primeira vez em 7 de novembro de 1920, no nº 250 do Pravda
Obras Completas de V. I. Lenine, 5ª ed. em russo, t. 34, pp. 119-121.


É possível que estas linhas cheguem com atraso, pois os acontecimentos desenvolvem-se com uma velocidade por vezes vertiginosa. Escrevo isto na quarta-feira, 30 de agosto, e os destinatários não lerão isto antes de sexta-feira, 2 de setembro. Apesar deste risco, considero meu dever escrever o que se segue.

http://www.marxismo.org.br/content/sobre-kerensky-e-kornilov

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Re: Sobre Lenin

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