sobre Marx e Engels

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Encontro Smith e Marx

Mensagem por Mauro Nunes em Seg Jul 18, 2016 12:04 pm

avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Aniversário de Karl Marx

Mensagem por Mauro Nunes em Ter Jul 19, 2016 6:32 am

A Luta de Classes

Sabe-se que, em todas as sociedades, as aspirações de uns se chocam com as de outros, que a vida social é cheia de contradições, que a história nos revela a luta entre povos e sociedades, bem como, no seio de cada povo e de cada sociedade; que nos mostra, além disso, uma sucessão de períodos de revolução e de reação, de paz e de guerra, de estagnação e de progresso rápido, ou de decadência. O marxismo descobriu o fio condutor que, neste labirinto e neste caos aparente, permite descobrir a existência de leis: a teoria da luta de classes. Só o estudo do conjunto das aspirações de todos os membros de uma sociedade, ou de todo um grupo de sociedades, permite definir, com uma precisão científica, o resultado destas aspirações.
Ora, as aspirações contraditórias nascem da diferença de situação e de condição de vida das classes de que se compõe toda a sociedade.
"A história de toda a sociedade, até os nossos dias — escreveu Marx, no Manifesto do Partido Comunista, exceto a história das comunidades primitivas, acrescentara Engels, mais tarde, — não tem
sido mais que a história da luta de classes.


http://www.marxismo.org.br/content/aniversario-de-karl-marx

avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

A resiliência* das ideias de Karl Marx

Mensagem por Mauro Nunes em Ter Jul 19, 2016 7:14 am

* NOTA DO EDITOR: Sobre o conceito de resiliência

http://www.marxismo.org.br/content/resiliencia-das-ideias-de-karl-marx-0

Este conceito foi elaborado para definir a capacidade de superar problemas em situações críticas. Segundo o dicionário Aurélio, é a propriedade de pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal de formação elástica. Este conceito é trabalhado nas mais diversas áreas das ciências como física, psicologia etc. Pensamos numa bexiga cheia de ar, por exemplo. Apertamos e ela entorta. Quando soltamos ela volta ao normal. Isto significa sua capacidade de resiliência. Mas sabemos que isso também possui um limite. Pois se pegamos a bexiga e apertamos com muita força, certamente ela vai estourar. Nesse momento dissemos que a bexiga perdeu sua capacidade de resiliência.
Outro bom exemplo na ecologia. Chamamos de resiliência ambiental a capacidade de um ecossistema retonar a sua forma normal após uma perturbação. A isso definimos como grau de resistência do ecossistema. Ou seja, uma mudança para que os impactos a um ecossistema não se converta numa situação irreversível. Caso o impacto supere sua capacidade de resiliência ambiental, chamamos de processo de degradação. E nesta etapa só uma ajuda externa, no caso, através de técnicas de recuperação de áreas degradadas, é que o ecossistema pode retornar a sua forma anterior. Pois sozinho, sem ajuda humana, ele não poderá mais retornar ao normal, já que os impactos que recebeu ultrapassaram sua capacidade de resiliência.
Nesse sentido, Fred Weston, autor do artigo, utilizou muito bem o conceito de resiliência para defender a vitalidade das ideias de Marx. Mostrando como suas ideias econômicas e conclusões políticas são capazes de se reivinventar e ainda se manterem firmes, sem abalos.


avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Mais Valia

Mensagem por Mauro Nunes em Ter Jul 19, 2016 7:20 am

avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

DISCURSO DE ENGELS DIANTE DO TÚMULO DE MARX

Mensagem por Mauro Nunes em Ter Jul 19, 2016 7:23 am

No dia 14 de março, três horas e quarenta e cinco minutos da tarde, o maior pensador de nossos dias, parou de pensar. Nós o deixamos apenas por dois minutos a sós e quando voltamos o encontramos dormindo suavemente na sua poltrona, mas para sempre.
É praticamente impossível calcular o que o proletariado militante da Europa e da América e a ciência histórica perderam com a morte este homem. Imediatamente se perceberá o buraco que foi aberto com a morte desta personalidade gigantesca.
Assim como Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da natureza orgânica, Marx descobriu a lei do desenvolvimento da história humana: um fato tão simples, mas escondido debaixo do lixo ideológico, de que o homem necessita, em primeiro lugar, comer, beber, ter um teto e vestir-se antes de poder fazer política, ciência, arte, religião, etc.; que, então, a produção dos meios imediatos de vida, materiais e, por conseguinte, a correspondente fase de desenvolvimento econômico de um povo ou de uma época é a base a partir da qual tem se desenvolvido as instituições políticas, as concepções jurídicas, as ideias artísticas e, até mesmo as ideias religiosas dos homens e de acordo com a qual, então, devem ser explicadas, e não ao contrário, como até então se vinha fazendo. Mas, não é só isto. Marx descobriu também a lei específica que move o atual modo de produção capitalista e a sociedade burguesa criada por ele. A descoberta da mais-valia, imediatamente, clareou estes problemas, enquanto todas as investigações prévias, tanto dos economistas burgueses quanto dos socialistas críticos, haviam vagado na escuridão.


http://www.marxismo.org.br/content/discurso-de-engels-diante-do-tumulo-de-marx

avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: sobre Marx e Engels

Mensagem por Mauro Nunes em Ter Jul 19, 2016 7:54 am

No dia 28 de setembro de 1864, em um evento no Saint Martin's Hall, em Londres, foi fundada a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), posteriormente conhecida como 1ª Internacional.
Karl Marx, presente no evento, ficou mandatado de escrever o estatuto provisório e a mensagem inaugural da Associação. Nessa mensagem, dizia:
A 1ª Internacional buscou reunir diferentes tendências do movimento operário internacional. Em sua fundação estavam presentes cooperativistas proudhonistas, republicanos, sindicalistas, blanquistas e socialistas.
“... A experiência do passado nos ensina que são necessários laços fraternais entre os trabalhadores de diferentes países para se apoiarem mutuamente em todas as suas lutas pela libertação, e que o esquecimento disso será punido pela derrota comum de suas batalhas divididas. Debruçados sobre esse pensamento, trabalhadores de diferentes países, reunidos em um encontro público no Saint Martin's Hall, em 28 de setembro de 1864, resolveram fundar a Associação Internacional dos Trabalhadores.”


http://www.marxismo.org.br/content/1a-internacional-150-anos-de-aprendizado
http://www.marxismo.org.br/content/marx-engels-e-1a-internacional
http://www.marxismo.org.br/content/150-anos-desde-que-primeira-internacional-foi-fundada-classe-trabalhadora-necessita-de-uma
http://www.marxismo.org.br/content/o-programa-da-internacional



Última edição por Mauro Nunes em Qua Ago 10, 2016 8:56 am, editado 1 vez(es)
avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

A Pérsia e a China

Mensagem por Mauro Nunes em Ter Jul 19, 2016 8:48 am

A Pérsia e a China - Friederich Engels - Maio 1857



"...A Pérsia se encontrava num estado semelhante àquele da Turquia durante a guerra de 1828-29 contra a
Rússia. Os oficiais ingleses, franceses, russos haviam empreendido sucessivamente reorganizações do
exército persa. Os sistemas foram se sucedendo e cada um se esgotando por causa do ciúme, das intrigas,
da ignorância, da cupidez e da corrupção dos orientais, os quais esses mesmos sistemas deveriam
transformar em oficiais e em soldados europeus..."


http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ma000040.pdf

avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: sobre Marx e Engels

Mensagem por Mauro Nunes em Qua Ago 10, 2016 8:13 am

Aniversário de Karl Marx

http://www.marxismo.org.br/content/aniversario-de-karl-marx

avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Miséria da Filosofia X A miséria da Filosofia

Mensagem por Mauro Nunes em Qua Ago 10, 2016 12:55 pm

Miséria da Filosofia

Com efeito, muito anos antes da II Guerra Mundial, um número cada vez maior de sociólogos e historiadores, principalmente nos Estados Unidos, ainda que de um modo inconsequente, já vinha utilizando nas suas pesquisas e interpretações métodos que podem ser qualificados como sendo os do determinismo materialista da história. Esses autores, pelo menos em parte, faziam marxismo sem o saber, ou melhor, sem o querer, o que determinou mais de uma vez reparos dos círculos marxistas ortodoxos. Assim, quando os sociólogos mais clarividentes perceberam toda a importância dos conflitos entre os grupos sociais (versão edulcorada na moderna sociologia da luta de classes), não se deixou de dizer, e com razão, que tudo o que se afirmava já havia sido constatado, com uma profundeza muito maior, por Karl Marx. Mas a maioria dos sociólogos continuava as suas pesquisas sem se incomodar muito com prioridades.
É verdade que isto só diz respeito, sobretudo nos Estados Unidos, a uma das três grandes concepções do sistema de Marx: a interpretação materialista da história. Quanto à análise do mecanismo da produção capitalista e aos métodos dialéticos de investigação, os sociólogos norte-americanos, com raríssimas exceções, permanecem ainda muito ligados aos sem grupos, ainda que suponham examinar a sociedade com a mais inatacável das objetividades.
Quanto aos que fazem marxismo sem o saber, não se devem afligir os marxistas mais jovens e ardorosos, ou os inclinados ao sentimentalismo, pelo fato de não se reconhecerem as fontes da doutrina: para Marx, que só quis constatar as leis do desenvolvimento da sociedade e não criar sistemas próprios, era sempre motivo de alegria saber que outros estudiosos chegavam por vias diferentes, e em lugares diversos, às mesmas conclusões que ele, pois via nisso a confirmação da objetividade de suas ideias. O caso de um Morgan, descobrindo de novo, à sua maneira, num continente distante, a concepção materialista da história, foi, no entanto, no século passado, uma cousa rara. E aqui está a explicação da atualidade da obra de Marx: ele foi um formidável antecipador e a dianteira intelectual que tomou foi tão grande que a capacidade de ação das categorias sociais mais interessadas na transformação social por ele prevista foi ultrapassada. Rosa Luxemburgo via nisso a explicação da relativa esterilidade dos teóricos do marxismo no nosso século. E é nesse poder de antecipação que reside o gênio de Marx, cuja análise de conjunto da sociedade moderna continua igualada, constituindo um dos feitos mais notáveis da inteligência humana.
A “Miséria da Filosofia” ocupa na obra de Marx um lugar de importância capital. Foi nesse livro que ele expôs pela primeira vez de maneira concreta, no ardor de uma polêmica, a concepção materialista da história, a sua maior contribuição para as ciências histórico-sociais. A partir do dia em que, aos 24 anos, Marx deparou o problema do socialismo, ao ter de tratar na “Gazeta Renana” de questões relativas aos socialistas franceses e aos interesses do proletariado do oeste da Alemanha em face dos proprietários rurais e da burguesia, começam a aparecer as primeiras brilhantes indicações do rumo que ia tomar o seu pensamento. Mas não se deixou arrebatar pelo entusiasmo então reinante pelo “coletivismo” e, logo depois, pelo comunismo, tendo Moises Hess e o próprio Engels o antecipado na adoção das novas ideias. Marx resistiu à improvisação, percebendo logo que estava diante de problemas que exigiriam um estudo aprofundado da economia política e uma análise séria de todas as tendências socializantes. Foi por isso que exigiu, no jornal em que publicou os seus primeiros artigos, referindo-se aos seus amigos de Berlim, “menos raciocínios vagos” e “subjetividades complacentes” e um “maior conhecimento das situações concretas”; e disse que se um dia o seu jornal tivesse de “tratar da questão do coletivismo, seria preciso que isso fosse feito num outro tom e que se fosse até o fundo das cousas.” Seu agudo espírito crítico não lhe permitia discorrer superficialmente sobre problemas cuja magnitude sentira desde o primeiro instante.

]
Miséria da Filosofia - https://www.marxists.org/portugues/marx/1847/miseria/intro.htm



Fiosofia da Miséria - http://afoiceeomartelo.com.br/posfsa/Autores/Proudhon,%20Pierre-Joseph/PROUDHON,%20P-J.%20%20A%20filosofia%20da%20mis%C3%A9ria.pdf
avatar
Mauro Nunes
Admin

Mensagens : 82
Data de inscrição : 10/07/2016
Idade : 56
Localização : Pode me perguntar

http://formacaomarxista.forumeiros.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: sobre Marx e Engels

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum